44% das empresas já incluem viaturas usadas nas suas aquisições ou alugueres

A Arval Portugal apresentou as principais conclusões referentes ao mercado nacional do Barómetro Automóvel e de Mobilidade 2026, promovido pelo Arval Mobility Observatory.

Entre outros dados, o estudo deste ano revela que as empresas em Portugal estão ativamente a transformar as suas frotas e políticas de mobilidade para responder aos desafios da transição energética e do controlo de custos.

Eletrificação: de tendência a mudança estrutural

A eletrificação das frotas de ligeiros de passageiros em Portugal está a consolidar-se de forma acelerada. Segundo o Barómetro de 2026, 52% das empresas já integram veículos eletrificados. Para os próximos três anos, prevê-se que as viaturas elétricas representem, em média, 22% da frota das empresas portuguesas, contribuindo para um cenário onde mais de metade (mais de 50%) da frota de passageiros será eletrificada.

O planeamento da infraestrutura acompanha este crescimento: 85% das empresas revelam que a sua política já considera ou vai considerar o carregamento de viaturas nas próprias instalações. No que diz respeito ao carregamento em casa dos condutores (prática adotada ou planeada por cerca de 1/5 das empresas), a wallbox destaca-se como o equipamento preferido por 68% destas organizações.

Avanço das políticas de Mobilidade Alternativa e Descarbonização

A par da transição energética dos veículos, a mobilidade alternativa ganha um terreno significativo. Atualmente, 53% das empresas portuguesas já implementam pelo menos uma solução de mobilidade alternativa ao automóvel. Uma evolução notável é a criação de planos de mobilidade corporativa: 22% das empresas já têm um plano para as deslocações casa-trabalho. Destas, 22% aplicam o plano a todos os colaboradores e 33% direcionam-no especificamente a quem não possui viatura da empresa, demonstrando uma visão mais transversal da mobilidade.

As principais motivações para a implementação destas políticas vão muito além da frota: 39% das empresas justificam-nas com a sua política de Responsabilidade Social, 38% com a melhoria da imagem e atratividade da empresa e 36% para dar resposta a necessidades de Recursos Humanos, como a retenção e recrutamento de talentos. No campo ambiental, 40% das empresas já definiram ou estão a avaliar objetivos de descarbonização da frota.

Confiança no futuro, Controlo de Custos (TCO) e Renting

O Barómetro 2026 demonstra a resiliência do tecido empresarial: 88% das empresas nacionais acreditam que a sua frota irá crescer ou manter a dimensão nos próximos três anos. Contudo, a mitigação do aumento dos encargos financeiros é identificada como um dos maiores desafios na gestão.

Para combater este obstáculo, as empresas portuguesas estão a tomar ações concretas. Cerca de 44% já recorrem a apoio especializado para encontrar soluções de eficiência. Na renovação das frotas, o renting continua a ganhar força, sendo a opção escolhida por 37% dos gestores. Adicionalmente, numa estratégia alinhada com o mercado europeu, 44% das empresas já incluem viaturas usadas nas suas aquisições ou alugueres, e 42% consideram manter esta prática nos próximos três anos.

Gonçalo Cruz, Head of Consulting do Arval Mobility Observatory em Portugal, sublinha que “Os dados do Barómetro de 2026 provam que os gestores portugueses ultrapassaram a fase das intenções e estão no terreno a executar a transformação. A eletrificação é hoje estrutural nas nossas frotas. Simultaneamente, num cenário de pressão económica, vemos os gestores a apostar fortemente no renting, em viaturas usadas e em ferramentas digitais para dominar o TCO, sem esquecer a implementação de planos de mobilidade abrangentes que são fundamentais para atrair e reter o talento nas organizações.”

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